21 de setembro de 2014

As forças de Segurança pública do Estado estão ausentes e as Guardas estão pagando o pato!!!!

José Luis da Silva Alves
Subinspetor da GM Rio
Gestor de Segurança Pública e Empresarial
Pós Graduado em Processo Decisório em Políticas Públicas e Pós Graduando em Administração Pública.



Não é de hoje que vemos de vez em quando a Guarda Municipal do Rio de Janeiro figurando as paginas do noticiário policial dos jornais por causa de ações no centro da Cidade do Rio de Janeiro.

Conflitos ocorrem ali por vários anos. Já tivemos Guardas Mortos em serviço no centro da cidade de forma covarde,
por conta da repressão ao comercio ambulante, que na verdade é um pano de fundo para a realização de diversos crimes de potencial muito maior tipo: 



Tráfico de drogas, contra bando, descaminho, prostituição, tráfico de pessoas, prostituição infantil  e  etc...


A grande verdade é que a Guarda Municipal desde a sua criação, começou seu trabalho no centro da Cidade do Rio de Janeiro, focado no controle urbano da cidade, visando ordenar o espaço e garantir o livre trânsito de pessoas e veículos, garantir a utilização justa do espaço e em igualdade de condições aos Ambulantes autorizados e credenciados para seus devidos locais.  Mas ao longo dos anos uma legião de marginais vem ocupando o centro da cidade e desempenhando ações criminosas de diversas espécies. 
Com o deslocamento de Policiais para mobiliar as UPPs, visando a concretização  do projeto de pacificação, esse numero de marginais e as atividades criminosas aumentaram no Centro da Cidade do Rio.

Com relação a ação do Servidor Guarda, em sacar uma arma devidamente registrada, porem sem autorização do porte e sem previsão funcional do uso, podemos encarar como um ato desesperado de defesa não só da sua própria vida como também de sua equipe,
acuada por esta orda de marginais.  Mas é inegavel que ouve um desvio de conduta que A INSTITUIÇÃO tem seus mecanismo de apuração para serem realizados, onde também devem ser levados em consideração diversos aspectos que o levaram a esse desvio.  

É impossível concordar com medidas tomadas visando atingir toda a coorporação, como por exemplo, a retirada de todos os bornais. pois passa a impressão que todo o Guarda que carregava UM BORNAL, trazia consigo uma arma durante seu serviço diário, coisa que não confere com o original.

A grande verdade, é que o Estado está ausente, deixando de cumprir o seu papel, pois onde há crime, deve estar a Polícia Militar e se o crime aconteceu, deve também estar a Polícia Civil. O que vemos a anos é uma Instituição sozinha lidando com os mais diversos crimes, sem armas de nenhuma espécie e totalmente desviada de sua principal função.  Nós Guardas Municipais temos a nossa especificidade, nosso foco é o cidadão, o patrulhamento de proximidade, a prevenção primária do delito, o patrulhamento comunitário. 

Enquanto o crime rola solto no centro da cidade e a Guarda Municipal é inserida neste contexto erradamente e a Polícia se faz presente de forma superficial, os bairros cariocas estão totalmente abandonados, sem a presença mais que correta do trabalho dos Guardas Municipais.

Chega de Hipocrisia, os jornais, a sociedade, e a justiça precisam cobrar a ações eficazes e eficientes dos orgãos responsáveis por combater diretamente o crime no estado.
A POLÍCIA MILITAR, precisa ocupar o centro da cidade, o CCU precisa ter seus quadros funcionais aumentados, para que possam cumprir seus deveres institucionais, a SEOP precisa planejar mais e executar menos e nos Guardas Municipais podemos sim fazer mais, só que não somos só nós a solução do problema e crime é função principal das Polícias resolverem.

É preciso reformular a  atuação das Guardas Municipais em todo o estado, só que na cidade do Rio de Janeiro é de extrema urgência essa reformulação.